segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sei que chegarás!...

Nas dobras das minhas mãos,
aguardo(te)...
Escorrem-me veios de água na ponta dos dedos.
Quero percorrer-te no tamanho do (im)possível,
e fazer e(s)coar em ti o (a)mar dos sentidos.

Aguardo os teus passos,
na clausura dos dias,
em corredores de silêncio,
nas avenidas das veias,
com  caravelas no sangue...
Sei que chegarás!...
Como sempre chegou o céu estrelado,
com o luar de Agosto.
Como a luz que trespassa a sombra,
e como a noite, onde o sol sempre fundeia...

És o  mar e a onda.
A maresia onde o desejo se liberta,
nas manhãs liquidas de névoa,
em que por entre marés, a esperança,
cavalga molhada no dorso das vagas.
Sei que chegarás!...

Deixo que a paixão, se  ocupe das letras,
como um incêndio a devorar metáforas,
que nem os veios de água,
que brotam dos meus  dedos,
conseguem apagar...
Aguardo-te!... 

Maria Augusta Loureiro
Margusta
* reservados todos os direitos de autor
.

4 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida
Um grito de amor no teu lindo poema, adorei.

Beijinhos
Sonhadora

☆Fanny☆ disse...

Um poema de esperança, cheio de beleza e amor!

A tua poesia (en)canta, é música que entra na nossa alma e nos faz dançar entre sonhos e estrelas.

Um beijinho*

AC disse...

Passei, gostei e vou seguir, pois por aqui a sensibilidade é privilegiada...


Beijo :)

orvalho do ceu disse...

Olá, querida
"Aguardo teus passos na clausura dos dias"... Lindo!
Otimo feriadão pra vc.
Abraços fraternos