terça-feira, 21 de julho de 2009

Doce Insónia...




Se adormeço na tua boca,
sou a palavra saciada,
o toque do beijo, a seda
na tua língua aveludada.

Se adormeço na tua boca,
sou a saliva incendiada,
a vertigem na tua pele,
a respiração desajustada.
E meu amor...
Não dormes nada!

Quando adormeces na minha boca,
és a palavra, és o grito
nos lábios da madrugada.
Esvoaçam vermelhas pétalas,
da garganta extasiada
São luz, a cor e o desejo,
semeando a alvorada...

Ai amor...não durmo nada!


Maria Augusta Loureiro
Margusta

*Reservados todos os direitos de autor

3 comentários:

Maria disse...

Suave adormecer... abençoada insónia!!!
:))

Lindo, Margusta!
Beijinhos

Isamar disse...

Lindíssimo! Soberbo!
Força, Margusta! Estes e outros poemas farão do teu livro um sucesso. E tu merece-lo!

Beijinhos

Bem-hajas!

A.S. disse...

Haverá sempre uma vela acesa na madrugada, que tornarão a insónia no mais delicioso dos sonhos!


Um beijo meu!...
AL