sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Poema " Aguardo-te..." ( o vídeo)

Nas dobras das minhas mãos,
aguardo(te)...
Escorrem-me veios de água na ponta dos dedos
Quero percorrer-te no tamanho do (im)possível,
e fazer e(s)coar em ti o (a)mar dos sentidos.

Aguardo os teus passos, na clausura dos dias,
em corredores de silêncio,
nas avenidas das veias,
com caravelas no sangue...
Sei que chegarás!...
Como sempre chegou o céu estrelado,
com o luar de Agosto.
Como a luz que trespassa a sombra,
e como a noite, onde o sol sempre fundeia...

És o mar e a onda.
A maresia onde o desejo se liberta,
nas manhãs liquidas de névoa,
em que por entre marés, a esperança,
cavalga molhada no dorso das vagas,
Sei que chegarás!...

Deixo que a paixão,
se ocupe das letras,
como um incêndio a devorar metáforas,
que nem os veios de água,
que brotam dos meus dedos,
conseguem apagar...
Aguardo-te!...

Maria Augusta Loureiro
Margusta 
* reservados todos os direitos de autor 




4 comentários:

A.S. disse...

Belo Poema, querida!

Não esqueças que quanto maior for o tempo de espera, mais intenso será o momento do encontro...


Beijos!
AL

© Piedade Araújo Sol disse...

Mar

por vezes a espera é necessária...

gostei do poema.

um beij

Mar Arável disse...

Por vezes na vida

temos de respirar por guelras

e vale a pena assim respirar

Sonhadora disse...

Minha querida

Um belo poema...o amor sempre feito de espera...

beijinhos com carinho
Sonhadora