segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fostes (m)eu...



Eras (m)eu,

quando a boca da alvorada,

se abria em lábios vestidos de bruma,

clamando por ti, e nos meus olhos,

amanhecia o brilho da seda...


Eras (m)eu,

quando num acto de amor,

transpunha a névoa ,

abria fendas no sol , e em rituais de fogo,

recolhia em mim o calor de todas as coisas ,

onde se incendiavam corpos...


Eras (m)eu,

quando à hora do crepúsculo ,

possuídas de saudade, todas as aves do céu,

se aninhavam no meu peito,

em busca da Primavera...


Eras eu, e eras meu,

quando recolhidas as pálpebras,

no silêncio do son(h)o,

repousavas nos meus braços,

até que a boca da alvorada,

com lábios vestidos de bruma,

chamava por ti...

Fostes (m)eu ! ...




Maria Augusta Loureiro

Margusta

* Reservados todos os direitos de autor

4 comentários:

Maria disse...

Belíssimo o teu poema, onde reconheço traços bem fortes...
Os momentos em que deixamos de ser nós para sermos (de) outro são tão raros...

Beijinho, querida Margusta.

Sonhadora disse...

Minha querida
Quanta beleza no teu poema, adorei cada letra.

Eras (m)eu,
quando à hora do crepúsculo ,
possuídas de saudade, todas as aves do céu,
se aninhavam no meu peito,
em busca da Primavera...

Lindo.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

Mar Arável disse...

No amor

nem propriedade

nem proprietário

Bj

Magia da Inês disse...

♥Olá, amiga!!!
É claro que amei o poema!
Feliz Dia do Amigo!!!♥♥
Beijinhos.
Com carinho,
♥Itabira
Brasil♥♥