terça-feira, 21 de julho de 2015
Ausência...
Não estás. Finjo que parti para longe,
e que aguardas o meu regresso.
Mas na placidez da tarde a saudade
entra-me pelos olhos, em estrondos de luz,
devolvendo-me a silhueta da tua ausência.
Afinal eu estou aqui, e na estação em que te vi partir,
os carris ainda marcam a distância,
num paralelismo cheio de melancolia.
Cheira a terra quente,
e nenhuma água sacia a minha sede...
©Margusta Loureiro
in " Conto de Poetas - Parte II " (vários autores)
Edição de "Nós Poetas Editamos "
*reservados todos os direitos de autor de texto e imagem.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Silêncio, que a minha alma chora...
Silêncio, que a minha alma chora,
leva-me de volta a casa,
tenho o coração partido,
ele era a minha única morada.
Silêncio, o céu perdeu o azul.
colei os olhos numa nuvem branca,
que foi levada pelo vento,
lá longe, escuto-lhe o soluçar.
Silêncio, que a minha alma chora,
leva-me de volta a casa ,
o meu coração está partido...
Tenho o olhar cego de memórias,
e as ruas estão vazias,
restaura o meu coração,
ele era a minha única morada...
Silêncio, as palavras perderam a boca,
estou perdida, estou sozinha,
um vento fugitivo abraça-me,
leva-me de volta a casa...
Silêncio, além do silêncio cheira a frio,
e uma pomba branca voa,
estou perdida, estou sozinha
leva-me de volta a casa...
A minha alma chora... silêncio...
tenho o coração partido,
ele era a minha única morada...
©Margusta Loureiro
*reservados todos os direitos de autor de texto e imagem.
Publicado em Artes&Letras de Margusta Loureiro
O som do silêncio...
segunda-feira, 29 de junho de 2015
sábado, 30 de março de 2013
Do teu corpo, a aurora nos meus olhos...
(imagem por Margusta Loureiro)
Num olhar,
trespasso o teu corpo em silêncio...
Debaixo da pele palpita-te um desejo antigo,
nas línguas de um fogo (in) submerso,
ardor, ardente no acetinado da carne,
derramando nas noites a promessa.
das madrugadas onde o corpo arde.
No incêndio dos corpos,
abafa-se o bafo do vulcão,
com o sangue a explodir nas veias,
como um punhal de prazer,
a esquartejar os sentidos.
E, a tua alma habita-me,
sempre que a galope a aurora,
rasga a manhã, em busca da claridade,
transbordante em meus olhos....
©Margusta Loureiro
Agora estou AQUI
Conto com a tua visita :)
Num olhar,
trespasso o teu corpo em silêncio...
Debaixo da pele palpita-te um desejo antigo,
nas línguas de um fogo (in) submerso,
ardor, ardente no acetinado da carne,
derramando nas noites a promessa.
das madrugadas onde o corpo arde.
No incêndio dos corpos,
abafa-se o bafo do vulcão,
com o sangue a explodir nas veias,
como um punhal de prazer,
a esquartejar os sentidos.
E, a tua alma habita-me,
sempre que a galope a aurora,
rasga a manhã, em busca da claridade,
transbordante em meus olhos....
©Margusta Loureiro
Agora estou AQUI
Conto com a tua visita :)
quarta-feira, 27 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
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