Foste o Nirvana,
no som do meu olhar,
quando o infinito era um todo,
desfolhando a última fronteira,
da volúpia e da paixão...
Vergados,
em ventanias de desejos,
os gestos dos nossos corpos
con(tornados) de beijos,
baloiçavam-se nos relâmpagos,
da luminosa tempestade...
Ah, tantricas viagens,
em que,
o Nirvana vinha valsar
ao som do teu,
do meu olhar...
Maria Augusta Loureiro
(Margusta )
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