terça-feira, 1 de setembro de 2009




Fala-me do silêncio
que tortura este tempo,
nos fere os sentidos
e violenta a alma.

Diz-me o que fazer,
das horas feridas,
dos pensamentos em sangue,
quando o poente,
vem morrer nos meus olhos…
Como libertar,
em rasgos de luz,
as sombras dos pássaros,
que poisaram nos meus lábios,
agora tão frios.

Fala-me,
fala-me do silêncio,
ainda, ainda que vagamente…
Nas borboletas que voam,
ao som da tua voz,
suave e ardente!...


Maria Augusta Loureiro
Margusta

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In " (E)Terno (A)Mar

6 comentários:

  1. Um apelo feito com veemência pelo sujeito poético, que se revela dotado de extrema sensibilidade.
    Esquecer as horas feridas, destruir os pensamentos em sangue e trilhar um novo caminho pode ser uma solução.

    Belo poema!

    Bem-hajas!

    Mil beijinhos

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  2. Sei da dor. Sei das dores.
    Quisera eu saber como as transformar num sorriso...

    Belíssimo poema, Margusta!

    Um abraço apertado, e um beijo

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  3. Maravilhoso este poema de silêncios que dizem tanto...


    um beijo

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  4. Um poema em que o silêncio não me permite calar...

    Lindo versejar...uma tristeza que não contém a indignação das feridas, que não abdica da esperança dos voos serenos que ainda poisam no pensamento.

    Beijinho*

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  5. Gostei tanto do teu poema querida Margusta. Uma verdadeira delícia para os sentidos.
    Beijo.

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  6. Maravilha de poema, como sempre!
    Voltei das minhas férias!
    Jinhos mil

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