sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Apaguei as Caravelas dos Olhos...

Espelhada nas pupilas a eternidade
foi dor de uma lágrima que correu veloz
agora alago-me de paz na serenidade
que me leva a caminho da foz.

Nascem-me na íris, os arcos em séries,
explosão colorida na ternura dos sonhos,
pois já não temo as intempéries
apaguei as caravelas dos olhos.

Na garganta o choro que já não dói
abafado nos lábios foi ultimo suspiro
junto à fronteira da desilusão.

E a tristeza ácida já não me corroí
afogou-se nas águas agitadas de um rio
pelos passos vermelhos da própria paixão.

© Margusta Loureiro
*reservados todos os direitos de autor.

4 comentários:

  1. Um poema muito sentido e muito belo. Mas não apagues as caravelas dos olhos. Podes precisar delas para ir em busca da alegria...
    Um beijo.

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  2. Mas temos que sempre que encontrar o mar...Para nos voltarmos a sentir...
    Lindo...
    Beijos e abraços
    Marta

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  3. O seu poema é brilhante, parabéns pelo talento das suas palavras. Mas como eu a leio há uns 10 anos, já estou habituado à excelência da sua poesia.
    Mas reacenda as caravelas dos seus olhos, porque elas podem levá-la para onde precisar...
    Amiga Margusta, tenha um bom fim de semana.
    Abraço.

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