sábado, 27 de novembro de 2010

Porque te quero...



Quero escrever-te, como quem escreve,

com dedos de lava, que na pele abrem fissuras

Quero ler-te, como quem ao ler bebe,

cálices ardentes de absintos e ternuras.



Quero sentir-te, como quem sonha e sente,

no mar salgado, o agridoce do mel a ondular

Quero ouvir-te, nessa loucura incandescente,

pela madrugada, quando o orvalho suspirar.



Quero-te assim, porque é assim que te quero,

em dias e noites, entrelaçados em desejos,

e,  o tempo nas mãos, sorvendo cada segundo.



Mas querer (te) assim, não é desespero,

se os meus  lábios, são a morada dos teus  beijos,

e, o Universo, um átomo em nosso mundo.



Maria Augusta Loureiro
( Margusta)
* Reservados todos os direitos de autor


3 comentários:

  1. Minha querida
    Um poema maravilhoso...um grito de amor, adorei.

    Beijinhos com carinho
    Sonhadora

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  2. Querida Margusta...

    Respiro fundo e digo: "UAU"!

    Lindo poema! Versos impregnados de amor e sensualidade...

    "Mas querer (te) assim, não é desespero,
    se os meus lábios, são a morada dos teus beijos,
    e, o Universo, um átomo em nosso mundo."

    Finalizaste o poema com chave de ouro!!!!

    Parabéns por mais esta criação.
    Também adorei a pintura. A tua arte é multifacetada, grande artista!!!

    Beijinho*

    Fanny

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