sexta-feira, 16 de março de 2012


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Nascem asas no silêncio dos meus olhos.
Voam aves irrequietas presas à luz,
e,
partem no vento do fim da tarde,
para, tingirem de ternura o teu peito...

@Margusta.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

"Sede" - Poema de Albino Santos



Vídeo-poema  feito por mim.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Feliz Natal




Vídeo feito por mim em 18/12/2010 .

Renovo a mensagem que acompanha o vídeo...

Dedicado aos que sofrem em todo o mundo. Muito em especial a todas as crianças vítimas da guerra, fome e doenças...aos idosos abandonados, aos desprotegidos, e a todos aqueles que sofrem em silêncio...

Aos meus familiares e amigos...a todos aqueles que amo!...

Santo e Feliz Natal!!!...

Margusta

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

" Carpe Diem "

Doce a tarde, desce em favos de mel . Aquieto-me embevecida aqui neste recanto do jardim " Carpe Diem ",  pudera eu segurar o tempo na palma das mãos!...
A paz desceu sobre a terra, e medita em cada coisa.  Sente-se que tudo está no seu lugar.  Não existe diferença entre as pétalas das flores, e os espinhos dos catos, que no canteiro  em frente se entrelaçam. A mesma beleza!...  
Em momentos assim, talvez os sonhos até sejam objectos que possa tocar.
Escrevesse eu pela manhã, bem cedo, e apenas saberia falar-te do vazio crescente, da tristeza que se me embolava no peito, e, me tornava o corpo e a alma  frágeis,
ao ponto de me emocionar, com tudo, e por nada.
Parecia que um regato soluçava dentro de mim, a caminho de um rio de margens  magoadas pelas ilusões, que  ficavam presas no lodo.
E, não me saía da cabeça a imagem daquela mulher, de olhos grandes,  entre paredes, iluminada por uma luz ténue.  Uns olhos que falavam de tantas coisas misteriosas,
como o é, o mistério da própria vida, e a alma insondável do mundo. Tinha visto a imagem numa revista enquanto tomava indolentemente  o pequeno almoço.  Identifiquei-me  com ela!...
Perturbou-me. Mas de forma positiva. Se a vida não tivesse mistérios, tudo se tornaria demasiado previsível, e, os dias seriam o rosto do próprio tédio.
E eu  a única coisa que quero de previsível, em todos os dias da minha vida,  é a tua voz.  Alimento do coração e da alma, que me  desfragmenta a monotonia da existência, que por vezes se instala.
Voz que chega como uma onda, e me penetra em todos os poros, como se o meu corpo fosse a areia  seca da praia, absorvendo cada gota, até que o momento mágico se repita, coroado de esperas ardentes.
Começa a levantar-se uma brisa fresca,  nos prédios em frente noto que o sol desce  veloz, como se não houvesse tempo para preguiças . A temperatura, começa agora a baixar de um modo brusco, só
assim me apercebo com um arrepio na pele, que afinal é Outono. Os dias vão encolhendo, para dar lugar à noite.
O céu límpido e azul cobrir-se-à  de estrelas em comunhão com a lua.  Será a hora dos amantes e poetas, ensejo alado dos sonhadores...  
No silêncio, poderemos sentir a alma não só do mundo, mas de todo o Universo, despido em constelações. E, os meus olhos vestir-se-ão de mistério, como os daquela mulher.
Quando o sono me vencer, atravessarei a distância, e arderei no teu coração...

Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
08/10/2011 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Asas recolhidas...

Recuso- me a voltar. O tempo vai ficar para trás e
vai guardar o perfume de todas as flores, mesmo o daquelas,
que nunca recebi.
Recuso-me a voltar. Foi tão difícil chegar aqui. A dor da transformação,
tolheu-me os membros, embora o aroma dos sonhos ainda paire pela casa, e na cama vazia. Ainda existe um poema por desvendar no fundo do meus olhos...
Hoje não voei sobre o campo de açucenas. Tenho as mãos vazias de pólen. Enfraquecida enrolo-me no próprio corpo. Uma borboleta também tem o direito de se sentir triste, e colar-se à própria pele...

@Margusta
* Reservados todos os direitos de autor

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Nunca me esqueças...

O presente é o momento onde pouso a nossa recordação, até ao dia em que,  numa aurora silenciosa do tempo, adormecerei para sempre a memória.
  
Nunca saberás dos meus olhos rasos de água, e, que o desencanto de viver é a morte.
Recolhi as pálpebras.  Irei adormecendo lentamente no intervalo das estações, num sono inquieto e puro, onde deslizaram borboletas inocentes.  Seguir-lhes-ei o esvoaçar, para que me mostrem o caminho, longe do sonho escrito.
Mas, sempre que amanhecer, acenderei a tua voz, em sílabas ordenadas.   O destino das palavras, é espalhar a sede do mel.   Sempre te ofereci o horizonte nos braços , e o absinto nos lábios.
A incógnita deixa um rastro de fumo cinzento,  nenhum limite antes do fim.

Deixei de saber ler o tempo, e, os relógios pararam.
Voam pombas brancas!
Nunca me esqueças...

@Margusta
01/09/2011

*Reservados todos os direitos de autor

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Partir em Azul....


não perguntem por mim.
entreguei o corpo ao sabor das marés.
sou sal e água,  do horizonte a linha.
verto  azul  no infinito,
calo o silêncio e o grito, 
sou a sombra que caminha.

não procurem  mais por mim.
habito aquém de todos os sonhos,
ao sabor das marés...

@Margusta
Reservados todos os direitos de autor

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ao Amor....

Por todo o Amor com que tenho sido abençoada...