quarta-feira, 2 de março de 2011

Por amor...

Veio fria e sonolenta,
nos resquícios de uma noite mal dormida,
onde o amor foi   palavra  derramada,
na  paixão fermentada  em silêncio,
num céu qualquer, de um lugar distante,
com as  estrelas a  orvalhar ,
flores semeadas no deserto.

No meio de pétalas já sem vida,
veio na esperança de se aconchegar,
dentro do  ventre quente e húmido,
de uma abelha faminta,
presa aos lábios da flor eleita,
onde se deixaria morrer.
Flor de laranja e mel,
de pétalas  frágeis acariciava,
a delicadeza do amor polonizado ,
musicando a brisa no prelúdio,
que antecipava a explosão,
solar do alvorecer...

Maria Augusta Loureiro
(Margusta) 

* Reservados todos os direitos  de autor

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Do amor, a serenidade...


Entre o silêncio, e o excesso do veludo purpura,
que me aconchega o peito,
componho melodias,
escrevo afectos e pincelo ternuras...

Maria Augusta Loureiro 
(Margusta)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O FOGO DA TUA AUSÊNCIA



Nos contornos do teu corpo
há o crepitar de um sol ardente
onde línguas de fogo se consomem,
como o meu eco em ti a completar-se.
Há um desejo lascivo, quase delinquente,
como um imenso lume que graceja
no teu sorriso solar..
Há o secreto sabor da madrugada,
na hora mais intima da noite
quando os teus lábios, secretos e maduros,
são versos inquietos entre o sonho e a fúria.
Haverá sempre em ti a raíz das labaredas a cercar-me
enquanto eu enfrentar a tua ausência!

.
albino santos
@ Reservados todos os Direitos de Autor

http://as-poliedro.blogspot.com/2010/12/o-fogo-da-tua-ausencia.html 

* para escutar o vídeo, p.f. desligar a música do blog

sábado, 29 de janeiro de 2011

Do meu olhar...

Meus olhos,
são fasquias de sonhos,
que o tempo vai devorando,
para  que um dia,   não restem mais ,
asas de pássaros  dentro das emoções.
Lentamente,  deixo que partam,
silenciosos,
carregando promessas nos bicos.

Ilusórios desertos de deslumbramento,
que,  sempre me cegavam,
quando bebia o azul, em voos a pique,
perseguindo  estrelas cadentes...

Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
* Reservados todos os direitos de autor 

Fotos do meu álbum AQUI


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL


LITANIA DO NATAL

A noite fora longa, escura, fria.
Ai noites de Natal que dáveis luz,
Que sombra dessa luz nos alumia?
Vim a mim dum mau sono, e disse: «Meu Jesus…»
Sem bem saber, sequer, porque o dizia.

E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»

Na cama em que jazia,
De joelhos me pus
E as mãos erguia.
Comigo repetia: «Meu Jesus…»
Que então me recordei do santo dia.

E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»

Ai dias de Natal a transbordar de luz,
Onde a vossa alegria?
Todo o dia eu gemia: «Meu Jesus…»
E a tarde descaiu, lenta e sombria.

E o Anjo do Senhor: «Ave, Maria!»

De novo a noite, longa, escura, fria,
Sobre a terra caiu, como um capuz
Que a engolia.
Deitando-me de novo, eu disse: «Meu Jesus…»

E assim, mais uma vez, Jesus nascia.

José Régio





Vídeo feito por mim.  Dedicado aos que sofrem em todo o mundo.
Muito em especial, a todas as crianças vítimas da guerra, fome e doenças...aos idosos abandonados, aos desprotegidos, e a todos aqueles que sofrem em silêncio...

Aos meus familiares e amigos...a todos aqueles que amo!...

Santo e Feliz Natal!!!...

Margusta


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Parabéns Querida Mãe!!!


Parabéns minha mãe pelos teus 82 anos.

Amo-te mãe!...
Preciso do teu colinho. SEMPRE!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Do Outono...

Hoje procurei-te por entre folhas de Outono,
e,
escutei o teu chamado,
numa gota de chuva,
que, se desprendia lentamente de um ramo,
onde ainda habitavam,
as ultimas folhas vermelhas,
de um sonho...


Margusta
12/12/2010

sábado, 27 de novembro de 2010

Porque te quero...



Quero escrever-te, como quem escreve,

com dedos de lava, que na pele abrem fissuras

Quero ler-te, como quem ao ler bebe,

cálices ardentes de absintos e ternuras.



Quero sentir-te, como quem sonha e sente,

no mar salgado, o agridoce do mel a ondular

Quero ouvir-te, nessa loucura incandescente,

pela madrugada, quando o orvalho suspirar.



Quero-te assim, porque é assim que te quero,

em dias e noites, entrelaçados em desejos,

e,  o tempo nas mãos, sorvendo cada segundo.



Mas querer (te) assim, não é desespero,

se os meus  lábios, são a morada dos teus  beijos,

e, o Universo, um átomo em nosso mundo.



Maria Augusta Loureiro
( Margusta)
* Reservados todos os direitos de autor