Quero escrever-te, como quem escreve,
com dedos de lava, que na pele abrem fissuras
Quero ler-te, como quem ao ler bebe,
cálices ardentes de absintos e ternuras.
Quero sentir-te, como quem sonha e sente,
no mar salgado, o agridoce do mel a ondular
Quero ouvir-te, nessa loucura incandescente,
pela madrugada, quando o orvalho suspirar.
Quero-te assim, porque é assim que te quero,
em dias e noites, entrelaçados em desejos,
e, o tempo nas mãos, sorvendo cada segundo.
Mas querer (te) assim, não é desespero,
se os meus lábios, são a morada dos teus beijos,
e, o Universo, um átomo em nosso mundo.
Maria Augusta Loureiro
( Margusta)
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