sábado, 27 de novembro de 2010
Porque te quero...
Quero escrever-te, como quem escreve,
com dedos de lava, que na pele abrem fissuras
Quero ler-te, como quem ao ler bebe,
cálices ardentes de absintos e ternuras.
Quero sentir-te, como quem sonha e sente,
no mar salgado, o agridoce do mel a ondular
Quero ouvir-te, nessa loucura incandescente,
pela madrugada, quando o orvalho suspirar.
Quero-te assim, porque é assim que te quero,
em dias e noites, entrelaçados em desejos,
e, o tempo nas mãos, sorvendo cada segundo.
Mas querer (te) assim, não é desespero,
se os meus lábios, são a morada dos teus beijos,
e, o Universo, um átomo em nosso mundo.
Maria Augusta Loureiro
( Margusta)
* Reservados todos os direitos de autor
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Poema " Quem Sou... " de Albino Santos em vídeo-poema.
Sou uma alvorada de desejos vagabundos,
deslizando no teu corpo ardente.
Sou a leveza própria das asas que voam
espreitando todos os ventos que me possam levar até ti.
Sou a sintese de todos os ecos,
o grito que calei para que outros irrompessem.
Sou a intima raíz do tempo
onde as palavras dormem docemente.
Sou a fantasia que se arrasta pelo chão,
tentando esconder esta amarga solidão.
Sou um horizonte distante,
onde as luzes se apagam, lentamente,
esperando um por-de-sol.
Sou lampejos de átomo,
atravessando luas de fogo em teus lábios ausentes.
Sou o mais doce e ardente pecado
que habita e se oculta em teus olhos de orgasmos.
.
Quem sou?
Sou o teu segredo de todas as horas,
uma constelação silenciosa, que explode na intimidade
da noite, quando em poesia nos damos!
.
albino santos
@ Reservados todos os Direitos de Autor
http://as-poliedro.blogspot.com/
Vídeo produção de Margusta
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Poema " Aguardo-te..." ( o vídeo)
Nas dobras das minhas mãos,
aguardo(te)...
Escorrem-me veios de água na ponta dos dedos
Quero percorrer-te no tamanho do (im)possível,
e fazer e(s)coar em ti o (a)mar dos sentidos.
Aguardo os teus passos, na clausura dos dias,
em corredores de silêncio,
nas avenidas das veias,
com caravelas no sangue...
Sei que chegarás!...
Como sempre chegou o céu estrelado,
com o luar de Agosto.
Como a luz que trespassa a sombra,
e como a noite, onde o sol sempre fundeia...
És o mar e a onda.
A maresia onde o desejo se liberta,
nas manhãs liquidas de névoa,
em que por entre marés, a esperança,
cavalga molhada no dorso das vagas,
Sei que chegarás!...
Deixo que a paixão,
se ocupe das letras,
como um incêndio a devorar metáforas,
que nem os veios de água,
que brotam dos meus dedos,
conseguem apagar...
Aguardo-te!...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* reservados todos os direitos de autor
aguardo(te)...
Escorrem-me veios de água na ponta dos dedos
Quero percorrer-te no tamanho do (im)possível,
e fazer e(s)coar em ti o (a)mar dos sentidos.
Aguardo os teus passos, na clausura dos dias,
em corredores de silêncio,
nas avenidas das veias,
com caravelas no sangue...
Sei que chegarás!...
Como sempre chegou o céu estrelado,
com o luar de Agosto.
Como a luz que trespassa a sombra,
e como a noite, onde o sol sempre fundeia...
És o mar e a onda.
A maresia onde o desejo se liberta,
nas manhãs liquidas de névoa,
em que por entre marés, a esperança,
cavalga molhada no dorso das vagas,
Sei que chegarás!...
Deixo que a paixão,
se ocupe das letras,
como um incêndio a devorar metáforas,
que nem os veios de água,
que brotam dos meus dedos,
conseguem apagar...
Aguardo-te!...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* reservados todos os direitos de autor
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Momentos de Margusta - 2010
Para ver o vídeo, por favor desligar a música no painel da música do blog.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Cada vez mais breve...
Corre um rio de água ,
no relógio do tempo.
Pingam os minutos gastos...
E de tantas vezes a escrever,
a dor,
é cada vez mais breve...
Talvez um dia, volte às margens,
do teu peito espesso,
onde morro, renasço e recomeço,
em palavras com aros de ternura...
Prisão da alma, de um sonho
escravatura,
que, diz-se que desvanece,
mas floresce e cresce,
submerso em loucura...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
*Reservados todos os direitos de autor
no relógio do tempo.
Pingam os minutos gastos...
E de tantas vezes a escrever,
a dor,
é cada vez mais breve...
Talvez um dia, volte às margens,
do teu peito espesso,
onde morro, renasço e recomeço,
em palavras com aros de ternura...
Prisão da alma, de um sonho
escravatura,
que, diz-se que desvanece,
mas floresce e cresce,
submerso em loucura...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
*Reservados todos os direitos de autor
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Felina...
Sózinha e felina.. Docemente felina!...
Abraço a terra quente. Ardente! Assim, como eu.
Sei, agora, mais do que nunca o que sinto. Sinto-me selvagem.!...
No meu seio , em chamas, ardem segredos.
Abre -se um livro há muito fechado. Exposta. Fico de alma exposta, aqui na boca da natureza , nesta passividade de mulher vencida.
Escuto o som do vento. Uma breve brisa, faz bailar os meus cabelos, sussurrando no meu ouvido :
_ Diz-me que sim!
Nela sinto a tua presença, não precisavas usar as palavras.
Um suave odor a pinho, invade as minhas narinas. Pinho fresco, acabado de cair.
Deito-me por completo, e rastejo na terra, sinto-lhe o cheiro. As minhas mãos percorrem as cascas da árvore. Abraço-a. Nos frutos amadurecidos dos meus olhos escuros, desenha-se um sorriso triste , de sabor amargo, que me escorre pelos cantos da boca... Amargamente felina!... (penso) .
Talvez o encanto esteja no ventre da terra. Talvez o amor e a paixão habitem por lá. Criarei raízes. A terra há-de saciar-me!
Daqui assistirei à vida. Verei sempre o por do sol , e dormirei com a lua. Descansarei de percorrer os caminhos no teu encalço. Os teus caminhos são sempre muito longos, e cheios de desvios...
Sempre que passares hás-de ver o meu corpo, que já foi de sereia (agora com raízes preso ao chão), ondular ao vento e dirás num lamento:
_ O seu choro e o seu riso, já foram meus...
E a recordação de mim, far-te-à procurar-me em todas as coisas...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* reservados todos os direitos de autor
Este texto foi baseado nos comentários que alguns amigos me deixaram nesta foto no Facebook. Foi-lhes prometido que faria um poema com algumas das palavras usadas por eles, mas acabou por sair este texto.
Abraço a terra quente. Ardente! Assim, como eu.
Sei, agora, mais do que nunca o que sinto. Sinto-me selvagem.!...
No meu seio , em chamas, ardem segredos.
Abre -se um livro há muito fechado. Exposta. Fico de alma exposta, aqui na boca da natureza , nesta passividade de mulher vencida.
Escuto o som do vento. Uma breve brisa, faz bailar os meus cabelos, sussurrando no meu ouvido :
_ Diz-me que sim!
Nela sinto a tua presença, não precisavas usar as palavras.
Um suave odor a pinho, invade as minhas narinas. Pinho fresco, acabado de cair.
Deito-me por completo, e rastejo na terra, sinto-lhe o cheiro. As minhas mãos percorrem as cascas da árvore. Abraço-a. Nos frutos amadurecidos dos meus olhos escuros, desenha-se um sorriso triste , de sabor amargo, que me escorre pelos cantos da boca... Amargamente felina!... (penso) .
Talvez o encanto esteja no ventre da terra. Talvez o amor e a paixão habitem por lá. Criarei raízes. A terra há-de saciar-me!
Daqui assistirei à vida. Verei sempre o por do sol , e dormirei com a lua. Descansarei de percorrer os caminhos no teu encalço. Os teus caminhos são sempre muito longos, e cheios de desvios...
Sempre que passares hás-de ver o meu corpo, que já foi de sereia (agora com raízes preso ao chão), ondular ao vento e dirás num lamento:
_ O seu choro e o seu riso, já foram meus...
E a recordação de mim, far-te-à procurar-me em todas as coisas...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* reservados todos os direitos de autor
Este texto foi baseado nos comentários que alguns amigos me deixaram nesta foto no Facebook. Foi-lhes prometido que faria um poema com algumas das palavras usadas por eles, mas acabou por sair este texto.
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