Nas dobras das minhas mãos,
aguardo(te)...
Escorrem-me veios de água na ponta dos dedos
Quero percorrer-te no tamanho do (im)possível,
e fazer e(s)coar em ti o (a)mar dos sentidos.
Aguardo os teus passos,
na clausura dos dias,
em corredores de silêncio,
nas avenidas das veias,
com caravelas no sangue...
Sei que chegarás!...
Como sempre chegou o céu estrelado,
com o luar de Agosto.
Como a luz que trespassa a sombra,
e como a noite, onde o sol sempre fundeia...
És o mar e a onda.
A maresia onde o desejo se liberta,
nas manhãs liquidas de névoa,
em que por entre marés, a esperança,
cavalga molhada no dorso das vagas,
Sei que chegarás!...
Deixo que a paixão,
se ocupe das letras,
como um incêndio a devorar metáforas,
que nem os veios de água,
que brotam dos meus dedos,
conseguem apagar...
Aguardo-te!...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* reservados todos os direitos de autor
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Momentos de Margusta - 2010
Para ver o vídeo, por favor desligar a música no painel da música do blog.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Cada vez mais breve...
Corre um rio de água ,
no relógio do tempo.
Pingam os minutos gastos...
E de tantas vezes a escrever,
a dor,
é cada vez mais breve...
Talvez um dia, volte às margens,
do teu peito espesso,
onde morro, renasço e recomeço,
em palavras com aros de ternura...
Prisão da alma, de um sonho
escravatura,
que, diz-se que desvanece,
mas floresce e cresce,
submerso em loucura...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
*Reservados todos os direitos de autor
no relógio do tempo.
Pingam os minutos gastos...
E de tantas vezes a escrever,
a dor,
é cada vez mais breve...
Talvez um dia, volte às margens,
do teu peito espesso,
onde morro, renasço e recomeço,
em palavras com aros de ternura...
Prisão da alma, de um sonho
escravatura,
que, diz-se que desvanece,
mas floresce e cresce,
submerso em loucura...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
*Reservados todos os direitos de autor
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Felina...
Sózinha e felina.. Docemente felina!...
Abraço a terra quente. Ardente! Assim, como eu.
Sei, agora, mais do que nunca o que sinto. Sinto-me selvagem.!...
No meu seio , em chamas, ardem segredos.
Abre -se um livro há muito fechado. Exposta. Fico de alma exposta, aqui na boca da natureza , nesta passividade de mulher vencida.
Escuto o som do vento. Uma breve brisa, faz bailar os meus cabelos, sussurrando no meu ouvido :
_ Diz-me que sim!
Nela sinto a tua presença, não precisavas usar as palavras.
Um suave odor a pinho, invade as minhas narinas. Pinho fresco, acabado de cair.
Deito-me por completo, e rastejo na terra, sinto-lhe o cheiro. As minhas mãos percorrem as cascas da árvore. Abraço-a. Nos frutos amadurecidos dos meus olhos escuros, desenha-se um sorriso triste , de sabor amargo, que me escorre pelos cantos da boca... Amargamente felina!... (penso) .
Talvez o encanto esteja no ventre da terra. Talvez o amor e a paixão habitem por lá. Criarei raízes. A terra há-de saciar-me!
Daqui assistirei à vida. Verei sempre o por do sol , e dormirei com a lua. Descansarei de percorrer os caminhos no teu encalço. Os teus caminhos são sempre muito longos, e cheios de desvios...
Sempre que passares hás-de ver o meu corpo, que já foi de sereia (agora com raízes preso ao chão), ondular ao vento e dirás num lamento:
_ O seu choro e o seu riso, já foram meus...
E a recordação de mim, far-te-à procurar-me em todas as coisas...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* reservados todos os direitos de autor
Este texto foi baseado nos comentários que alguns amigos me deixaram nesta foto no Facebook. Foi-lhes prometido que faria um poema com algumas das palavras usadas por eles, mas acabou por sair este texto.
Abraço a terra quente. Ardente! Assim, como eu.
Sei, agora, mais do que nunca o que sinto. Sinto-me selvagem.!...
No meu seio , em chamas, ardem segredos.
Abre -se um livro há muito fechado. Exposta. Fico de alma exposta, aqui na boca da natureza , nesta passividade de mulher vencida.
Escuto o som do vento. Uma breve brisa, faz bailar os meus cabelos, sussurrando no meu ouvido :
_ Diz-me que sim!
Nela sinto a tua presença, não precisavas usar as palavras.
Um suave odor a pinho, invade as minhas narinas. Pinho fresco, acabado de cair.
Deito-me por completo, e rastejo na terra, sinto-lhe o cheiro. As minhas mãos percorrem as cascas da árvore. Abraço-a. Nos frutos amadurecidos dos meus olhos escuros, desenha-se um sorriso triste , de sabor amargo, que me escorre pelos cantos da boca... Amargamente felina!... (penso) .
Talvez o encanto esteja no ventre da terra. Talvez o amor e a paixão habitem por lá. Criarei raízes. A terra há-de saciar-me!
Daqui assistirei à vida. Verei sempre o por do sol , e dormirei com a lua. Descansarei de percorrer os caminhos no teu encalço. Os teus caminhos são sempre muito longos, e cheios de desvios...
Sempre que passares hás-de ver o meu corpo, que já foi de sereia (agora com raízes preso ao chão), ondular ao vento e dirás num lamento:
_ O seu choro e o seu riso, já foram meus...
E a recordação de mim, far-te-à procurar-me em todas as coisas...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* reservados todos os direitos de autor
Este texto foi baseado nos comentários que alguns amigos me deixaram nesta foto no Facebook. Foi-lhes prometido que faria um poema com algumas das palavras usadas por eles, mas acabou por sair este texto.
sábado, 21 de agosto de 2010
SENTE!!!
Sou os contornos do desejo,
modelado pelo poente.
SENTE !!!
O silêncio são apenas sílabas dispersas,
neste grito de nós,
em que a vitória do eco,
vence a voz...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* Reservados todos os direitos de autor
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Sei que chegarás!...
Nas dobras das minhas mãos,
aguardo(te)...
Escorrem-me veios de água na ponta dos dedos.
Quero percorrer-te no tamanho do (im)possível,
e fazer e(s)coar em ti o (a)mar dos sentidos.
Aguardo os teus passos,
na clausura dos dias,
em corredores de silêncio,
nas avenidas das veias,
com caravelas no sangue...
Sei que chegarás!...
Como sempre chegou o céu estrelado,
com o luar de Agosto.
Como a luz que trespassa a sombra,
e como a noite, onde o sol sempre fundeia...
És o mar e a onda.
A maresia onde o desejo se liberta,
nas manhãs liquidas de névoa,
em que por entre marés, a esperança,
cavalga molhada no dorso das vagas.
Sei que chegarás!...
Deixo que a paixão, se ocupe das letras,
como um incêndio a devorar metáforas,
que nem os veios de água,
que brotam dos meus dedos,
conseguem apagar...
Aguardo-te!...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* reservados todos os direitos de autor
.
aguardo(te)...
Escorrem-me veios de água na ponta dos dedos.
Quero percorrer-te no tamanho do (im)possível,
e fazer e(s)coar em ti o (a)mar dos sentidos.
Aguardo os teus passos,
na clausura dos dias,
em corredores de silêncio,
nas avenidas das veias,
com caravelas no sangue...
Sei que chegarás!...
Como sempre chegou o céu estrelado,
com o luar de Agosto.
Como a luz que trespassa a sombra,
e como a noite, onde o sol sempre fundeia...
És o mar e a onda.
A maresia onde o desejo se liberta,
nas manhãs liquidas de névoa,
em que por entre marés, a esperança,
cavalga molhada no dorso das vagas.
Sei que chegarás!...
Deixo que a paixão, se ocupe das letras,
como um incêndio a devorar metáforas,
que nem os veios de água,
que brotam dos meus dedos,
conseguem apagar...
Aguardo-te!...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* reservados todos os direitos de autor
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
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