Tinha(s) nome, contornos e uma boca.
Tinha(s) palavras acesas no olhar.
Tinha(s) o espaço vagabundo,
num coração que se quer dar.
Nos braços sempre abertos, tinha(s) o azul profundo,
das águas sedutoras do (a)mar...
Entre o céu e a terra,
tinha(s) nas mãos suspensas,
a luz de todos os vitrais,
e a revelação dos corpos,
num mar imenso de desejos,
de cores divinas e astrais.
Toquei(te), beijei(te), senti(te)!...
Iluminei(te) os sentidos,
e,
escutei(te) os delírios ... numa esquina onde o tempo sorria,
mesmo à beira de um abismo em flor,
onde se precipitavam as palavras dilaceradas,
de um (des)amor...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
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