quarta-feira, 14 de abril de 2010


terça-feira, 13 de abril de 2010

Exposição Colectiva de Pintura em Armamar- MACIEIR'ART

Exposição Colectiva de Pintura em que participo com duas obras. A decorrer entre 17 de Abril e 31 de Maio, no Salão Nobre e no Átrio da Câmara Municipal de Armamar.
(Festas da Macieira Em Flor)
Para ver melhor o convite, e restantes pormenores  por favor clicar em cima do mesmo.
A tela "Gestação em Flor" pintada a Óleo e Acrílico (100x80)  , seria uma das telas com que iria participar nesta exposição. Infelizmente  devido a um lamentável  "acidente" no transporte pelos CTT, ficou completamente inutilizada, sem possível recuperação. Assim como  a tela "Saudade Intemporal" já aqui publicada , que sofreu alguns danos, mas essa talvez ainda recuperável.
Assim sendo,  a minha participação será feita com outras obras.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Das Lágrimas, e das Palavras...


Afinal é mais um final de tarde. Um mais!... Igual  ( ou talvez não) a tantos outros. O mar espera-me. Agora cada vez mais azul...  Sinto que o Inverno a que me abandonei, me devolve aos poucos  de novo à vida. Atravesso a rua, pouco movimentada àquela hora, e avisto as primeiras andorinhas a sobrevoarem as dunas.  Das palavras trancadas, seguro as últimas lágrimas, na ponta dos dedos. No movimento enfraquecido, sinto um calafrio no corpo, e uma náusea no estômago.  É o retorno dos gestos...
Espalho-as em volta dos olhos... Quem sabe as andorinhas venham beber da essência da palavra de que sou feita...  Quem sabe?
Pois que venham.  Pois que bebam.  Que a levem na ponta dos bicos, em pequenas gotículas transparentes.  Que a deixem cair sobre a terra com os seus  voos graciosos e alegres.  De preferência num campo de papoilas vermelhas  de bocas abertas.  Assim como abertas, foram e serão sempre as minhas palavras.  Assim como vermelho é o sangue que me corre nas veias, e  que  me  reclama pela vida...
(...)

Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
In ( As Palavras)

*Reservados todos os direitos de autor (fotos e texto)*

segunda-feira, 22 de março de 2010


( Foto Tirada do Monumento em Homenagem a Pablo Neruda- Miradouro do Jardim dos Capuchos-Costa da Caparica )

"DE REPENTE,
OS OLHOS SÃO PALAVRAS"
Pablo Neruda


*Reservados todos os direitos de autor das fotos*

domingo, 21 de março de 2010

(In)Certeza

Recolho-me na curva do horizonte,
berço do sol.
E,
numa madrugada adiada,
nascerei aurora boreal,
 bem longe de ti!...
Ou,
 talvez amanheça,
como um  poema , no teu peito...


Maria Augusta Loureiro
(Margusta) 

@Reservados todos os direitos de autor (foto e poema)

 

sábado, 20 de março de 2010

Constatação do Desejo...



Trago na ponta dos dedos,
pequenos sóis hasteados,
que os teus nos meus deixaram.

Nos lábios,
onde  a saudade , já foi mágoa,
perdura ainda,  essa sede de água,
do oásis do teu corpo.

Não,
não adianta negar...

Nos  olhos que trago eu?...
Nos olhos eu trago um jogo,
 feito de luz e sombras,
a lua inteira, o luar,
 uns braços para te abraçar!

E  não,
não adianta negar...

É  sempre,
bem fundo no olhar,
que se desdobra e desnuda,
por inteiro a reclamar,
este desejo  por  ti...
Não,  não  adianta negar!...

Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
14/03/2010
* Reservados todos os direitos de autor(foto e poema)*

sexta-feira, 19 de março de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Poema Vermelho


Viaja-me no sangue
um poema vermelho.
Em silêncio,
circulam rubras as palavras,
construindo os versos.
Deslizam desordenadas,
as rimas ardentes...
Pedaços de lava,
incandescentes!

O lume queima as veias.
Na carne, quase em chamas,
o desejo arde!
E a boca em fogo,
que a tua me pede,
lasciva se abre...

-Vem amor...é tarde!...


Maria Augusta Loureiro
Margusta

* Reservados todos os direitos de autor

Poema já aqui publicado, e que hoje dedico a todos aqueles que amam e se amam . Para todos um MUITO
FELIZ  DIA  DE  S.VALENTIM!!!

Eu, como diz a minha amiga  MARIA , vou ali e volto já!
Façam o favor de serem FELIZES!!!

(Imagem retirada da net.)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ainda das palavras...

i


AQUI, onde as palavras mofaram, continuo a respirar. Inspiro,expiro, para de novo inspirar... AQUI o ar está viciado. Bafiento!... A humidade escorre pelas paredes bolorentas, e mancha o chão de madeira apodrecido. Pelas grades enferrujadas da janela entra alguma luz. Pouca.
Não existem móveis, apenas uma cadeira no meio do quarto. Vejo-a   dAQUI , deste canto, onde me sento no chão, com os cotovelos apoiados nos joelhos. Entre as mãos, seguro a cabeça cansada. O olhar passeia-se pelas manchas da humidade na parede, ou pelos ferros da grade da janela, por onde entra alguma luz. Pouca, como já disse.
Não sei quanto tempo se passou desde que  estou AQUI. Sei apenas que era Verão, e o meu corpo gelou. Em seguida, o barulho da porta a fechar-se, e este quarto... Se olhar sobre o meu ombro esquerdo, vejo a porta. É de madeira escura , tem apenas uma argola de ferro pendente, faz-me lembrar a porta de uma velha masmorra.
DAQUI deste canto, já me levantei alguns vezes, no intuito de a abrir. Não consegui... Por isso regresso de novo a este canto, e espero sentada. Espero que a cadeira seja ocupada. Quem sabe por palavras frescas, renovadas. Quem sabe por uma brisa de ar puro, ou um pouco de luz  que escorra  pelas grades... 
AQUI as palavras mofaram e o meu corpo gelou...
Mas eu inspiro e expiro, e continuo a respirar...



Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
In "Divagando"

* Reservados todos os direitos de autor*