sexta-feira, 9 de abril de 2010
Das Lágrimas, e das Palavras...
Afinal é mais um final de tarde. Um mais!... Igual ( ou talvez não) a tantos outros. O mar espera-me. Agora cada vez mais azul... Sinto que o Inverno a que me abandonei, me devolve aos poucos de novo à vida. Atravesso a rua, pouco movimentada àquela hora, e avisto as primeiras andorinhas a sobrevoarem as dunas. Das palavras trancadas, seguro as últimas lágrimas, na ponta dos dedos. No movimento enfraquecido, sinto um calafrio no corpo, e uma náusea no estômago. É o retorno dos gestos...
Espalho-as em volta dos olhos... Quem sabe as andorinhas venham beber da essência da palavra de que sou feita... Quem sabe?
Pois que venham. Pois que bebam. Que a levem na ponta dos bicos, em pequenas gotículas transparentes. Que a deixem cair sobre a terra com os seus voos graciosos e alegres. De preferência num campo de papoilas vermelhas de bocas abertas. Assim como abertas, foram e serão sempre as minhas palavras. Assim como vermelho é o sangue que me corre nas veias, e que me reclama pela vida...
(...)
Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
In ( As Palavras)
*Reservados todos os direitos de autor (fotos e texto)*
Etiquetas:
in " As Palavras",
Lágrimas,
Meus Olhos,
Momentos Sentidos,
Renascer
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
(In)Certeza
Recolho-me na curva do horizonte,
berço do sol.
E,
numa madrugada adiada,
nascerei aurora boreal,
bem longe de ti!...
Ou,
talvez amanheça,
talvez amanheça,
como um poema , no teu peito...
Maria
Augusta Loureiro
(Margusta)
@Reservados todos os direitos de autor (foto e poema)
sábado, 20 de março de 2010
Constatação do Desejo...
Trago na ponta dos dedos,
pequenos sóis hasteados,
que os teus nos meus deixaram.
Nos lábios,
onde a saudade , já
foi mágoa,
perdura ainda, essa
sede de água,
do oásis do teu corpo.
Não,
não adianta negar...
Nos olhos que trago eu?...
Nos olhos eu trago um jogo,
feito de luz e sombras,
a lua inteira, o luar,
uns braços para te
abraçar!
E não,
não adianta negar...
É sempre,
bem fundo no olhar,
que se desdobra e desnuda,
por inteiro a reclamar,
este desejo por ti...
Não, não adianta negar!...
Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
14/03/2010
* Reservados todos os direitos de autor(foto e poema)*
sexta-feira, 19 de março de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Poema Vermelho
Viaja-me no sangue
um poema vermelho.
Em silêncio,
circulam rubras as palavras,
construindo os versos.
Deslizam desordenadas,
as rimas ardentes...
Pedaços de lava,
incandescentes!
O lume queima as veias.
Na carne, quase em chamas,
o desejo arde!
E a boca em fogo,
que a tua me pede,
lasciva se abre...
-Vem amor...é tarde!...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* Reservados todos os direitos de autor
Poema já aqui publicado, e que hoje dedico a todos aqueles que amam e se amam . Para todos um MUITO
Eu, como diz a minha amiga MARIA , vou ali e volto já!
Façam o favor de serem FELIZES!!!
(Imagem retirada da net.)
um poema vermelho.
Em silêncio,
circulam rubras as palavras,
construindo os versos.
Deslizam desordenadas,
as rimas ardentes...
Pedaços de lava,
incandescentes!
O lume queima as veias.
Na carne, quase em chamas,
o desejo arde!
E a boca em fogo,
que a tua me pede,
lasciva se abre...
-Vem amor...é tarde!...
Maria Augusta Loureiro
Margusta
* Reservados todos os direitos de autor
Poema já aqui publicado, e que hoje dedico a todos aqueles que amam e se amam . Para todos um MUITO
FELIZ DIA DE S.VALENTIM!!!
Eu, como diz a minha amiga MARIA , vou ali e volto já!
Façam o favor de serem FELIZES!!!
(Imagem retirada da net.)
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Ainda das palavras...
AQUI, onde as
palavras mofaram, continuo a respirar. Inspiro,expiro, para de novo inspirar...
AQUI o ar está viciado. Bafiento!... A humidade escorre pelas paredes
bolorentas, e mancha o chão de madeira apodrecido. Pelas grades enferrujadas da
janela entra alguma luz. Pouca.
Não existem
móveis, apenas uma cadeira no meio do quarto. Vejo-a dAQUI , deste
canto, onde me sento no chão, com os cotovelos apoiados nos joelhos. Entre as
mãos, seguro a cabeça cansada. O olhar passeia-se pelas manchas da humidade na
parede, ou pelos ferros da grade da janela, por onde entra alguma luz. Pouca,
como já disse.
Não sei
quanto tempo se passou desde que estou AQUI. Sei apenas que era Verão, e
o meu corpo gelou. Em seguida, o barulho da porta a fechar-se, e este quarto...
Se olhar sobre o meu ombro esquerdo, vejo a porta. É de madeira escura , tem
apenas uma argola de ferro pendente, faz-me lembrar a porta de uma velha
masmorra.
DAQUI deste
canto, já me levantei alguns vezes, no intuito de a abrir. Não consegui... Por
isso regresso de novo a este canto, e espero sentada. Espero que a cadeira seja
ocupada. Quem sabe por palavras frescas, renovadas. Quem sabe por uma brisa de
ar puro, ou um pouco de luz que escorra pelas grades...
AQUI as
palavras mofaram e o meu corpo gelou...
Mas eu
inspiro e expiro, e continuo a respirar...
Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
In "Divagando"
* Reservados todos os direitos de autor*
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Sem fronteiras...
Vem, traz contigo o teu sorriso ardente,
e, segue os meus passos sempre em flor,
serei de todas as aves, a mais contente,
serei eterna
Primavera, Oh meu amor!
Desprende as amarras, liberta essa barca,
solta as velas de todos os sonhos ao luar,
rasga as àguas, traz o tesouro, traz a arca,
da paixão,do desejo, do querer e ofertar!
Mete as mãos no tempo, meu doce amado,
recolhe a ternura dos abraços pelas raizes,
dos beijos, e das caricias sem barreiras...
E, que o céu pelo nosso olhar iluminado,
seja estrada, estrelas, as gargalhadas felizes,
os loucos perdidos sem limites e fronteiras...
Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
* Reservados todos os direitos de autor*
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Da inércia das palavras...
Fecham-se as mãos ,
em gestos sem respostas.
Lambe, a língua o vazio
do silêncio,
saboreando as ultimas palavras.
Na distância habitam lábios,
sem pronuncia.
Encerram-se os sons,
nos ponteiros do relógio da sala.
Por detrás das horas,
questiona-se o tempo,
tacteando as silabas da memória...
Reflectidas nas pupilas,
as ondas em que nasce a manhã,
são sempre as mesmas, em que o sol se deita...
Existem frases sem retorno!...
Resistem ao regresso da linguagem.
Somente persistem, mudas pela inércia ,
em longínquas constelações,
envoltas de escuridão e surdez...
E,
no mutismo do ser,
a noite faz-se um deserto...
Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
*Reservados todos os direitos de autor*
em gestos sem respostas.
Lambe, a língua o vazio
do silêncio,
saboreando as ultimas palavras.
Na distância habitam lábios,
sem pronuncia.
Encerram-se os sons,
nos ponteiros do relógio da sala.
Por detrás das horas,
questiona-se o tempo,
tacteando as silabas da memória...
Reflectidas nas pupilas,
as ondas em que nasce a manhã,
são sempre as mesmas, em que o sol se deita...
Existem frases sem retorno!...
Resistem ao regresso da linguagem.
Somente persistem, mudas pela inércia ,
em longínquas constelações,
envoltas de escuridão e surdez...
E,
no mutismo do ser,
a noite faz-se um deserto...
Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
*Reservados todos os direitos de autor*
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