Amassei a angústia suspensa...
Deixei que,
o olhar vazio,
mergulhasse no verde,
da tarde parada.
Colori de vermelho,
os contornos da boca,
...papoila em botão!
Respirei a terra molhada.
Cantei com os rouxinóis,
e,
adormeci borboletas,
na palma da minha mão...
Maria Augusta Loureiro
"Margusta"
* Reservados todos os direitos de autor
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Saudade...
Tela " Saudade Intemporal " Acrílico S/Tela Margusta 2010
NOITE DE SAUDADE
"A noite vem poisando devagar
Sobre a Terra,que inunda de amargura...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura...
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!
Por que és assim tão'scura,assim tão triste?!
É que,talvez,o Noite,em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!
Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti,ó Noite!...Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou,nem o que tenho!!"
Florbela Espanca"A noite vem poisando devagar
Sobre a Terra,que inunda de amargura...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura...
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!
Por que és assim tão'scura,assim tão triste?!
É que,talvez,o Noite,em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!
Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti,ó Noite!...Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou,nem o que tenho!!"
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Cresce a noite
prenha de silêncio,
em cujo ventre
habito...
Impaciente, aguardo
o passar das horas...
Acabo serenando
no silêncio de outros silêncios
já feitos...
Irrompe a manhã,
rompem-se os véus,
soltam-se os sons!...
Sufoco em mim
as palavras não ditas,
que brotam da alma...
Permaneço... grávida
de silêncio...
E a noite cresce!...
E a manhã irrompe!...
prenha de silêncio,
em cujo ventre
habito...
Impaciente, aguardo
o passar das horas...
Acabo serenando
no silêncio de outros silêncios
já feitos...
Irrompe a manhã,
rompem-se os véus,
soltam-se os sons!...
Sufoco em mim
as palavras não ditas,
que brotam da alma...
Permaneço... grávida
de silêncio...
E a noite cresce!...
E a manhã irrompe!...
Maria Augusta Loureiro
( Margusta)
*Reservados todos os direitos de autor
domingo, 27 de dezembro de 2009
sábado, 26 de dezembro de 2009
No som do olhar...
Foste o Nirvana,
no som do meu olhar,
quando o infinito era um todo,
desfolhando a última fronteira,
da volúpia e da paixão...
Vergados,
em ventanias de desejos,
os gestos dos nossos corpos
con(tornados) de beijos,
baloiçavam-se nos relâmpagos,
da luminosa tempestade...
Ah, tantricas viagens,
em que,
o Nirvana vinha valsar
ao som do teu,
do meu olhar...
Maria Augusta Loureiro
(Margusta )
* Reservados todos os direitos de autor
sábado, 12 de dezembro de 2009
Um dia virá,
em que as palavras serão palpáveis,
e os sonhos terão contornos definidos...
Nesse dia o tempo irá parar,
diluir-me-ei nas cores que sei de cor,
e farei parte do infinito...
Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
ARTISTAS LATINOS 2009
Galeria Artexpresion
Galeria Artexpresion
Etiquetas:
in " As Palavras" e Exposição de Pintura
Metamorfose
Escorrem-me do olhar,
furtivas gotas de luz.
Fecho as janelas das pupilas,
e deixo que reluzam no sorriso,
com que te digo...
Coloca as palavras que ainda te restam,
na minha boca.
Mesmo aquelas de tradução impossível.
Não deixes que se dissipem na tua memória,
ou se percam, no pomar de todas as lembranças.
Éden em que pássaros azuis,
debicavam frutos vermelhos...
Sentada, debaixo das copas das árvores,
(des)esperei.
Rasguei e costurei o coração, vezes sem conta.
Vi os pássaros partirem,
os frutos apodrecerem,
e as folhas caírem,
como as páginas soltas de um livro
velho, que não interessa mais ler...
Cala a voz da ausência.
Já não me ferem mais as palavras,
mesmo as feitas de silêncio,
que aprendi a soletrar,
nos murmúrios dos átomos vazios.
As estrelas, não sentem mais a mágoa,
e falam da Amizade...
Traduz!...
Porque eu sou,
nudez da silaba embrionária,
e eterna gota de luz
a brilhar na imensidão escura,
a que, num gesto egoísta,
da antítese do teu ser,
um dia me condenaste...
Vou abraçar-me,
deitar-me no peito das estrelas,
e apaixonar-me pela Vida!
Maria Augusta Loureiro
(Margusta)
* Reservados todos os direitos de autor
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Convite - Exposição de Arte Contemporânea " CAMPIN 'ART"
" Clicar na imagem para ampliar "
Exposição Colectiva, em que tenho a honra de participar, com duas telas da minha autoria. A inauguração realiza-se no próximo dia 11 de Dezembro, pelas 18h, na Galeria de Arte do Conservatório Regional d'Algarve Maria Campina, integrada no dia das comemorações da 4ª Gala de Música Clássica e Dança Maria Campina. A exposição é organizada pela Expoart's.Molinero e a Galeria DaVinci , na pessoa do seu Curador Kim Molinero , em colaboração com a Fundação Pedro Ruivo e SPEM-Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla. A mesma poderá ser visitada entre os dias 11 e 30 de Dezembro.
"Madrugadas Clandestinas " é uma das telas com que participo nesta exposição.
*** Voltei a postar no meu blog das fotos, quem quiser visitar
AQUI
Exposição Colectiva, em que tenho a honra de participar, com duas telas da minha autoria. A inauguração realiza-se no próximo dia 11 de Dezembro, pelas 18h, na Galeria de Arte do Conservatório Regional d'Algarve Maria Campina, integrada no dia das comemorações da 4ª Gala de Música Clássica e Dança Maria Campina. A exposição é organizada pela Expoart's.Molinero e a Galeria DaVinci , na pessoa do seu Curador Kim Molinero , em colaboração com a Fundação Pedro Ruivo e SPEM-Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla. A mesma poderá ser visitada entre os dias 11 e 30 de Dezembro.
"Madrugadas Clandestinas " é uma das telas com que participo nesta exposição.*** Voltei a postar no meu blog das fotos, quem quiser visitar
AQUI
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Bebem dos meus lábios,
as palavras,
os pássaros.
Voo com eles, sem rota marcada,
ou direcção.
Sigo-os de olhos fechados...
Confio,
nos sentidos, nas mãos e nos braços;
- Asas castigadas!...
No último suspiro,
de um coração, sangrado,
num silêncio algemado,
no furtivo amor, entrelaçado na alma,
inchada pela dor.
Na lava que queima,
nas cinzas,
na aventura incerta,
na boca em brasa,
do beijo que deserta...
Voo com os pássaros,
sou a carta,
sou o selo,
e o carimbo,
da paixão numa mortalha.
(Re)Nascerei um dia,
feita promessa de amor,
em mensagem psicografada,
com destinatário e morada.
Voo,
vou com os pássaros,
deixo que me levem,
e bebam nos meus lábios,
toda e qualquer palavra...
Maria Augusta Loureiro
(Margusta)

* Reservados todos os direitos de autor, poema e fotos.
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