sexta-feira, 4 de dezembro de 2009




Bebem dos meus lábios,
as palavras,
os pássaros.
Voo com eles, sem rota marcada,
ou direcção.
Sigo-os de olhos fechados...

Confio,
nos sentidos, nas mãos e nos braços;
 - Asas castigadas!...
No último suspiro,
de um coração, sangrado,
num silêncio algemado,
no furtivo amor, entrelaçado na alma,
inchada pela dor.
Na lava que queima,
nas cinzas,
na aventura incerta,
na boca em brasa,
do beijo que deserta...

Voo com os pássaros,
sou a carta,
sou  o selo,
e o carimbo,
da paixão numa mortalha.
(Re)Nascerei um dia,
feita promessa de amor,
em mensagem psicografada,
com destinatário e morada.

Voo,
vou com os pássaros,
deixo que me levem,
e bebam nos meus lábios,
toda e qualquer palavra...

Maria Augusta Loureiro
(Margusta)






* Reservados todos os direitos de autor, poema e fotos.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eu Sentei E Chorei



Conta a lenda que tudo o que cai nas águas deste rio - as folhas, os insectos, as penas das aves - se transforma nas pedras do seu leito. Ah, quem me dera que eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atirá-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.

(Paulo Coelho )

sexta-feira, 27 de novembro de 2009


Repousam as palavras dentro de mim.
Desenha-se a eternidade dos momentos, nos meus olhos, como o voo de uma gaivota...
Se desaprendo ou aprendo a poesia?
Não sei...talvez a poeta esteja morta!...

Maria Augusta Loureiro
(Margusta)

Reservados todos os direitos de autor
É com o maior "prazer", "alegria" e muito AMOR, que participo nesta exposição, á  semelhança  da efectuada em Junho passado no
   SANA HOTEL MALHOA em Lisboa, durante o 1º Congresso Internacional sobre o Autismo.
O valor das obras leiloadas na altura  reverteu a favor do
Centro ABCReal Portugal.

Desta vez destina-se às Crianças das Unidades da Escola de OIÃ de Oliveira do Bairro . Unidade Especializada de Multideficiência (Surdocegueira, Trisoma 21 e Autismo).
Organizada pela Cãmara de Oliveira do Bairro,Galeria DaVinci e ExpoArt’s.Molinero.

Para doação escolhi a tela " Voos de Esperança", porque se trata de crianças, e porque precisam de VOOS de ESPERANÇA, Muitos VOOS de ESPERANÇA!...
Para quem poder visite a exposição, fica aqui o convite.
Bem Hajam!





quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Boto Rosa



Acrílico S/Tela 60X100 Para escutar vídeo, por favor desligar a música no painel

domingo, 1 de novembro de 2009

Abraço...



É,
com o infinito na palma das mãos,
e a eternidade nos  braços,
que te detenho
 neste ABRAÇO!
Serei  sempre o teu anjo.
Carrego o teu nome nos lábios,
cruzando o tempo e o espaço... 
@Margusta

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Deixas em mim tanto de ti




A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

A estrada ainda é longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.

Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Pedro Abrunhosa







Adormeço
cada vez mais  longe
para não sonhar.


E,
acordo mais longe ainda,
para não me achar...

 Num abraço tardio,
 eu sei,
que as cinzas do tempo,
 irão me  levar...


@Margusta




* Reservados todos os direitos de autor

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

SERENIDADES



Silêncios

Encontramos a praia deserta.Com os olhares fugidios,
ensaiamos alguma conversa de mistérios abertos
na seriedade do momento musicado pelas ondas do mar
e pelos gritos das gaivotas tristes, mas brancas.
O silêncio está sempre ocupado,
mesmo quando não há palavras;
portanto, as reticências podem prolongar-se em suspiro longo,
os pontos finais deitar-se ao abandono do ar fresco.
A manhã parece cheia de vazios repletos de sensações
e as palavras vão ganhando agilidade, ritmo, alguma emoção,
enquanto os silêncios de mar, calam brisas ainda húmidas.
As gaivotas alinham-se agora, sentadas na areia molhada,
enquanto batem os corações que as olham, descompassados.
Sentimos o ar tão quente, que queremos ter asas também,
voar contra o vento de penas leves em desalinho.
Enterramos longe as pesadas penas de ontem.
Ainda há pouco o tempo parou em todos os relógios.
E nós deixamos.

Isabel Solano




"SERENIDADES" é o livro resultante do Concurso de Poesia " Ora, Vejamos...2009", no qual participei e obtive uma Menção Honrosa, com o poema " Sem (a)manhã..."  ( O 4º poema mais votado),  e que já publiquei aqui no post do dia  27 de Setembro de 2009  http://momentossentidos3.blogspot.com/2009/09/mencao-honrosa-ora-vejamos-concurso-de.html
 Pessoalmente acho que este livro tem uma da capa muito bonita ( adoro a foto), e o título do livro é  muito adequado e sugestivo para um livro de Poesia.
Quem quiser adiquirir o livro pode fazê-lo aqui
http://www.lulu.com/content/paperback-book/serenidades/7739394

Parabéns ao Henrique Sousa  por estas fantásticas iniciativas , aos  membros do Júri, assim como a todos os participantes, e envolvidos na feitura do livro.

A vencedora do concurso, foi   Isabel Solano com o poema acima,  arrebatou também o 3º prémio e é ainda a  autora da foto da capa do livro. Parabéns Isabel Solano!